quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Magnificat


"Para agradecer a Deus pelas graças que concedeu à Santíssima Virgem, dirão freqüentemente o Magnificat, a exemplo da bem-aventurada Maria d’Oignies e de muitos outros santos.

É a única oração e a única obra composta por Maria, ou, melhor, que Jesus fez por meio dela, pois ele fala pela boca de sua Mãe Santíssima. É o maior sacrifício de louvor que Deus já recebeu na lei da graça. É dum lado, o mais humilde e o mais reconhecido e, doutro, o mais sublime e mais elevado de todos os cânticos. Há neste cântico mistérios tão grandes e tão ocultos, que os próprios anjos ignoram.

Gerson, que foi um doutor tão sábio quanto piedoso, depois de empregar grande parte de sua vida escrevendo tratados cheios de erudição e piedade, sobre os mais difíceis temas, tremeu e vacilou no fim da carreira, ao empreender a explicação do Magnificat, com que tencionava coroar todas as suas obras. Num volume in-folio, ele nos diz coisas admiráveis do belo e divino cântico.

Entre outras, afirma que a Santíssima Virgem o recitava muitas vezes sozinha, principalmente depois da santa comunhão, em ação de graças. O sábio Benzônio, num explicação do mesmo cântico, cita vários milagres operados por sua virtude, e diz que os demônios tremem e fogem, quando ouvem as palavras do Magnificat: “Fecit potentiam in brachio suo, dispersit superbos mente cordis sui” (Lc 1, 51) - (TVD, art. 255 - Recitação do Magnificat)".

“Magnificat” é o título latino dado ao “Cântico de Maria”, o belo poema de Lucas 1, 46-56. Mas se engana quem pensa que Maria pronunciou tudo aquilo de improviso, dando uma de “repentista”.

O poema é uma coletânea de versos extraídos do Antigo Testamento, tendo como pano de fundo o chamado “Cântico de Ana” (cf. I Sm 2,1-10).

E, nesse sentido, é poema de mulheres pobres, não só por marcar o encontro de Maria e Isabel, mas por se constituir em memória de um grupo que por nós precisa ser conhecido mais profundamente.

Ao atribuir o poema a Santíssima Virgem Maria, a comunidade de Lucas quer, entre outras coisas, afirmar que a jovem mãe fazia parte dos pobres de Deus.

Desde a época da destruição do país pela Babilônia, que aconteceu por volta de 587 a.C., o povo israelita começa a esperar o restaurador do reino davídico, o Messias.

Com o passar do tempo, vão se constituindo grupos e partidos, cada um com sua teologia própria, cada um esperando um messias que viesse satisfazer seus interesses. Começam a se formular compreensões diferentes dessa figura.
Os fariseus, por exemplo, aguardavam a chegada de um messias que viesse restaurar o reino davídico a partir da exigência do cumprimento total da Lei de Moisés. Os zelotas, por sua vez, aguardavam um messias guerrilheiro que expulsasse a dominação romana por meio de uma revolução armada.

Apesar dos poucos registros históricos, sabemos da existência de um outro grupo que se reunia para louvar ao Deus dos pobres, na espera de um messias que viesse do meio dos pobres, tal como havia profetizado Zacarias: “Eis que o teu rei vem a ti; ele é justo e vitorioso, humilde, montado sobre um jumento, sobre um jumentinho, filho da jumenta” (Zc 9,9). Trata-se dos ‘anawîm, os pobres de Deus.

Desse grupo faziam parte, provavelmente, Isabel e Zacarias, os pais de João Batista, justos diante de Deus (cf. Lc 1,5-6); o justo e piedoso Simeão, que aguardava a consolação de Israel (cf. Lc 2, 25); a profetiza Ana, com seus oitenta e quatro anos de sonho e esperança (cf. Lc 2, 36-38). E Maria, com seu noivo José, que também era justo, conforme Mateus 1,19.

O termo “justo” é um adjetivo frequentemente atribuído às pessoas participantes do grupo dos ‘anawîm. É notável a liderança das mulheres entre eles [‘anawîm]. Muito provavelmente em seus momentos de encontro, de oração, elas iam coletando frases do Antigo Testamento e compondo canções como o Magnificat.

Os capítulos iniciais do Evangelho de Lucas recolhem ainda o chamado “Cântico de Zacarias” (cf. Lc 1, 68-75), outro exemplo desses poemas. Nossa Senhora sabia de cor essas canções, elas eram a história do seu povo. Composição de mulheres que conhecem bem as Escrituras

Numa cultura na qual as mulheres não tinham acesso às letras, chama a atenção como, no Magnificat, se fazem presentes os textos bíblicos.

É evidente a força feminina na manutenção da história por meio da memória oral, visto que a escrita estava ligada a pequenos grupos, normalmente de homens detentores do poder. Assim percebemos como a Santíssima Virgem e as suas companheiras conheciam bem a história de seu povo e dela tiravam forças para lutar.

A principal fonte inspiradora do Magnificat é o “Cântico de Ana”, mulher estéril, por isso discriminada e humilhada. Na amargura, ela chora e derrama a sua alma diante de Deus (cf. I Sm 1,10.15). Mas sabe expressar a sua gratidão ao se tornar mãe de Samuel: “Eu o pedi ao Senhor” (1 Sm 1, 20).

Muito sabiamente, o redator de I Samuel a ela atribui o poema presente em 1Sm 2,1-10. “O meu coração exulta em Deus, a minha força se exalta, o arco dos poderosos é quebrado, os fracos são cingidos de força” (idem 1.4-5).

Entretanto, esse cântico [Magnificat] percorre vários livros do Antigo Testamento.

Isaías havia dito: “Transbordo de alegria em Javé, a minha alma se alegra, porque ele me vestiu com vestes de salvação, cobriu-me com um manto de justiça” (Is 61,10). Habacuc 3,18 diz algo semelhante: “Eu me alegrarei em Javé, exultarei no Deus de minha salvação”. A figura do “servo sofredor” também é retomada, quando o poema diz que o Senhor “socorreu Israel seu servo” (cf. Lc 1,54).

Em Maria acontece algo extraordinário: toda a sua alma concebe o Verbo de Deus, porque ela foi imaculada e isenta de vícios, guardou a sua castidade com pudor inviolável. Assim, com Nossa Senhora, engrandece ao Senhor aquele que segue dignamente a Jesus Cristo.

A Virgem humilde de Nazaré se torna a Mãe de Deus; jamais a onipotência do Criador se manifestou de um modo tão pleno. E o coração castíssimo de Nossa Senhora manifesta de modo transbordante a sua gratidão e a sua alegria. E então, canta: “A minha alma engrandece o Senhor e o meu espírito exulta em Deus, meu Salvador”.

Padre Bantu Mendonça K. Sayla



segunda-feira, 2 de setembro de 2013

SER DA SANTÍSSIMA VIRGEM MARIA


"Oh! quão feliz é o homem que tudo deu a Maria e que nela confia em tudo e por tudo. Ele é todo de Maria e Maria é toda dele. Pode dizer ousadamente com Davi: “Haec facta est mihi: Maria foi feita para mim” (Sl 118, 56); ou com o discípulo amado: “Accepi eam in mea” (Jo 19, 27) – Eu a tomei como toda a minha riqueza; ou com o próprio Jesus Cristo: “Omnia mea tua sunt, et omnia tua mea sunt: Todas as minhas coisas são tuas, e as tuas são minhas” (Jo 17, 10)- (TVD, art. 179).


Se algum crítico, ao ler isto, achar que falo exageradamente e por excesso de devoção, infeliz dele, pois não me compreende, ou por ser um homem carnal que não aprecia as coisas do espírito, ou por ser do mundo que não pode receber o Espírito Santo, ou por ser orgulhoso e crítico, que condena e despreza o que não entende. As almas, porém, que não nasceram do sangue nem da vontade da carne (Jo 1, 13) mas de Deus e de Maria, me compreendem e apreciam; e é para elas, afinal, que eu escrevo (TVD, art. 180)".

São Luís Maria Grignion de Montfort ao relatar no trecho: "Oh! quão feliz é o homem que tudo deu a Maria e que nela confia em tudo e por tudo". Afirma, que esta Felicidade ao qual sentiu, especialmente que experimentou em vida, aqui na terra, por SER TODO DE MARIA SANTÍSSIMA, provém das almas que compreendem e apreciam-A, ou seja, não se ama o que não conhece, é necessário conhecer antes alguém para então, poder amar. 

Portanto, aquele que desejar SER FELIZ PLENAMENTE, poderá, conhecer, experimentar e amar a FELICIDADE, contudo, a Mãe da Salvação, lendo a obra Magnificat , "O Tratado da Verdadeira Devoção a Maria Santíssima, que ensina não só a conhecer, mas como também a ter uma intimidade profunda com a Mãe do Altíssimo. Então, está é a Felicidade que toda alma busca, mas muitas ainda não A encontrarão porque desconhece Esse Amor...Convido você a connhecê-La, a se consagrar a Jesus por Maria Santíssima e viver a verdadeira Felicidade.

domingo, 1 de setembro de 2013

Nadar contra a correnteza


"Por meio desta Devoção, confiamos à Santíssima Virgem - e sabemos como Ela é fiel - tudo o que possuímos. Tomamo-La como depositária universal de todos os nossos bens da natureza e da graça. Confiamo-nos à sua fidelidade, apoiamo-nos no seu poder e fundamo-nos na sua misericórdia e caridade, a fim de que conserve e aumente as nossas virtudes e méritos, apesar dos esforços que o demônio, o mundo e a carne fazem para no-los roubar. Dizemos-lhe como um bom filho à sua mãe e um fiel servo à sua senhora: Guardai o meu depósito!" (1 Tm 6, 20-TVD, art.173).

Todo fiel passa por dificuldades, não é porque decide seguir a Jesus Cristo, que seus problemas e dificuldades iram acabar. Porém, as dificuldades, problemas, perseguições continuaram, mas aquele que confia tudo ao Senhor por meio da Santíssima Virgem Maria tem a graça do poder divino que funda-se na misericórdia e caridade e é ofertada aqueles que assim Á confiam. 

"Nadar contra a correnteza", não é fácil, é nadando contra a correnteza que fortalecemos nossa moral, e  preenchemos nosso caráter com dignidade e ternura. Por exemplo, digamos que a correnteza fosse sugestões: do demônio, do mundo e a vontade da carne. Os nossos esforços à alcançar as virtudes e méritos de Nossa Rainha, por unicamente graça de Deus,  seria então, o nado contra a correnteza, contudo contra as más inclinações que nos são ofertadas diariamente. Tais esforços para está na graça, se dão por livre arbitrio na busca incessante a divindade. 

Ao Consagrar-se e confiar Tudo a Santíssima Virgem Maria, todo fiel experimenta a Graça da JUSTIÇA, no entanto, a força, o virgor, como também a docilidade D'Esse Amor materno. Então, na confiança e perseverança à Mãe do Altíssimo, depósitamos tudo que temos e somos e Ela nos sustenta e nos guarda. "Se me guardardes, nada perderei; se me sustentardes, não hei de cair; se me protegerdes estarei ao abrigo dos meus inimigos" (TVD, art. 173).

A Santíssima Virgem Maria foi nos dada por meio do Deus Todo Poderoso, por Excelência, a Devoção a Ela, é também o meio admirável ao qual devemos  perseverar (TVD, art. 8º).

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

A Escravidão converte o coração


A escravidão de Amor, ou seja, a consagração a Maria Santíssima, Seu conhecimento, Sua prática por meio do legado que São Luís  Maria Grignion de Montfort nos deixou, o Tratato da Verdadeira Devoção a Maria Santíssima, o TVD, leva-nos a transformação do coração. Essa graça maravilhosa, se dá, unicamente por meio da Mãe do Céu, à exemplo de Seu Filho Jesus Cristo.

Uma alma, que "não ama", não busca, não entrega tudo, especialmente, que não se consagra a Mãe Celeste, está "presa", não ao Amor, porém, a escravidão do pecado, aos prazeres da vida, contudo, do mundo. Tais satisfações da alma, provém, de um amor próprio, onde o ego, se manifestar no egoismo, individualismo, de seus próprios desejos. 

Já o Amor Divino, é manifestado na Escravidão de Amor, Esse é o desejo que a alma , deve responder ao Ser Supremo, ao Amor Materno. Tal desejo, de ser Escravos do Amor, é, se não, desejo de Deus. No entanto, a vontade própria, o amor próprio, não mais terá "espaço", quando a alma é "impressa" pelo Amor oblativo, nesse sentido a alma, "sai de si", deixando sua vontade, para então fazer unicamente a vontade do Senhor. Maria Santíssima, por meio de seu sim, fez unicamente a Vontade do Senhor, e Ela como Mãe do Amor, nos leva ao Divino, nos ensinando e purificando de todos os maus hábitos.

"Faça estas boas obras unicamente com o fim de obter de Deus, por intercessão da Santíssima Virgem, a graça da contrição e do perdão dos seus pecados, e a graça de vencer os seus maus hábitos(TVD, art.100)."


segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Consagração do Mundo a Maria


O Papa Francisco consagrará o Mundo ao Imaculado Coração de Maria, durante a Jornada Mariana, que será realizada nos dias 12 e 13 de outubro, em Roma, na Itália. A consagração do Mundo a Virgem Maria será no dia 13, diante da imagem de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, que será levada à Jornada Mariana a pedido do Papa Francisco. A Jornada Mariana faz parte dos eventos pontifícios previstos para o Ano da Fé.

A imagem de Nossa Senhora será levada do Santuário de Fátima, em Portugal, na manhã do dia 12 de outubro e regressará na tarde do dia 13. No seu lugar, na Capelinha das Aparições, será colocada a primeira imagem da Virgem Peregrina de Fátima, entronizada na Basílica de Nossa Senhora do Rosário em 8 de dezembro de 2003.

A Jornada Mariana é um dos grandes eventos pontifícios previstos no calendário de celebrações do Ano da Fé. Durante a Jornada estarão reunidos movimentos e instituições ligados à devoção a Virgem Maria. O Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização divulgou o programa oficial da Jornada, que terá início no sábado (12) às 8:00 horas e encerrará no domingo (13) com Santa Missa presidida pelo Papa Francisco às 10:30 horas (horário local).

O Papa Pio XII já havia consagrado a Igreja e todo gênero humano ao Imaculado Coração de Maria em 31 de outubro de 1942, neste termos: “Vos sejam perpetuamente consagrados a Vós e ao vosso Coração Imaculado, ó Mãe nossa e Rainha do mundo: para que o vosso amor e patrocínio apresse o triunfo do Reino de Deus, e todas as gerações humanas, pacificadas entre si e com Deus, a Vós proclamem bem-aventurada; e convosco entoem, de um pólo ao outro da terra, o eterno Magnificat de glória, amor, reconhecimento ao Coração de Jesus, onde só podem encontrar a Verdade, a Vida e a Paz”.

O Beato João Paulo II também consagrou o Mundo ao Imaculado Coração de Maria, na praça de São Pedro, no Vaticano, em 25 de março de 1984. Como o Papa Francisco, o Papa João Paulo II pediu a presença da imagem de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, que é venerada na Capelinha das Aparições no Santuário de Fátima, em Portugal. Diante da imagem da Santíssima Virgem, João de Deus repetiu o ato de consagração que havia feito em Fátima, em 13 de Maio de 1982. Ao final do ato de entrega, o Santo Padre conclui sua prece: “Que se revele, uma vez mais, na história do mundo a infinita potência salvífica da Redenção: a força infinita do Amor Misericordioso! Que ele detenha o mal! Que ele transforme as consciências! Que se manifeste para todos, no Vosso Coração Imaculado, a luz da Esperança!”.


Esses grandes homens de Deus, Papa Francisco, Papa Pio XII e Papa João Paulo II, consagraram o Mundo ao Imaculado Coração de Maria, segundo o pedido da Virgem de Fátima em uma das aparições. Nossa Senhora também disse: “Deus quer estabelecer no mundo a devoção a meu Imaculado Coração”. Por isso, consagremos nossas vidas a Virgem Maria. Consagremos a Mãe de Jesus toda nossa história, as nossas famílias, as nossas comunidades. Consagremos tudo ao Imaculado Coração da Virgem Maria para que o seu “amor e patrocínio apresse o triunfo do Reino de Deus”, como disse o Papa Pio XII. Depois de fazer nossa consagração a Virgem Maria, digamos todos os dias, como recomendou São Luís Maria: “Todo Vosso sou, ó querida Mãe, e tudo o que tenho é Vosso!” (TVD 266).

Fonte: Blog Todo de Maria

sábado, 17 de agosto de 2013

Sofrimento: sinal de esperança



Papa Francisco nos fala do sofrimento e da esperança que fazem parte do caminho cristão.

Na Solenidade da Assunção da Virgem Maria, Papa Francisco nos disse das nossas lutas em meio aos sofrimentos da vida como sinal de esperança e de salvação. Nessa luta contra os poderes do mal, em meio aos nossos sofrimentos, não estamos sozinhos. Nossa Senhora está conosco, caminha conosco, sofre conosco. Mas, ela também está glorificada no Céu, por isso, ela é sinal de esperança e de salvação para todos nós.

O livro do Apocalipse apresenta a visão da luta entre a mulher e o dragão (cf. Ap 12, 1ss). A figura da mulher, que representa a Igreja, é por um lado gloriosa, triunfante, mas por outro ainda está a caminho. No Céu, a Igreja já está associada à glória eterna mas na história vive continuamente as provas e os desafios que comporta o conflito entre Deus e o Maligno. Nesta luta, que todos os discípulos de Jesus devemos enfrentar, Maria não nos deixa sozinhos. A Mãe da Igreja está sempre conosco, caminha conosco. A festa da Assunção nos recorda que Nossa Senhora entrou de uma vez por todas na glória do celeste. Mas, isto não significa que esteja distante, separada de nós. Ao contrário, a Virgem Maria nos acompanha, luta conosco, nos apoia no combate contra as forças do mal. “A oração com Maria, em particular o Rosário tem também esta dimensão ‘agonística’, isso é, de luta, uma oração que apoia na batalha contra o Maligno e os seus cúmplices”.

Toda a nossa fé tem como base a ressurreição de Cristo dos mortos, inclusive o mistério da Assunção de Maria em corpo e alma ao Céu. Jesus Cristo entrou para sempre na vida eterna, com a sua humanidade, recebida de sua Mãe. Por sua vez, Maria que seguiu seu Filho fielmente por toda a vida, seguiu-O com o coração, entrou com Ele na vida eterna. “Maria conheceu o martírio da cruz: o martírio do seu coração, o martírio da alma”. Nossa Senhora esteve plenamente unida a Cristo na morte, por isso, lhe foi dado o dom da ressurreição. “Cristo é a primícia dos ressuscitados, e Maria é a primícia dos redimidos”, a primeira daqueles que são de Cristo (cf. 1 Cor 15, 23). A Santíssima Virgem é nossa Mãe, mas também é a nossa representante, a nossa primeira irmã, a primeira dos redimidos que chegou ao Céu.

Para nós cristãos, “a esperança é a virtude de quem, experimentando o conflito, a luta cotidiana entre a vida e a morte, entre o bem e o mal, crê na Ressurreição de Cristo, na vitória do Amor”. O cântico de Maria, o Magnificat, é o cântico da esperança, o cântico do Povo de Deus que está a caminho da eternidade. Este é o cântico dos santos e santas, alguns deles desconhecidos, mas bem conhecidos por Deus: mães, pais, catequistas, missionários, padres, irmãs, jovens, crianças, avôs, avós, que “enfrentaram a luta da vida levando no coração a esperança dos pequenos e dos humildes. […] Este cântico é particularmente intenso lá onde o Corpo de Cristo sofre hoje a Paixão”. Quanto a cruz de Cristo está presente em nossas vidas, nos sofrimentos e tribulações, para nós cristãos está a esperança, sempre. Não deixemos que nos roubem a esperança, pois esta é uma graça, um dom de Deus que nos leva a perseverar no caminho rumo ao Céu. Maria caminha conosco, sofre conosco, canta conosco o Magnificat da esperança.

O Papa Francisco termina a sua reflexão convidando a nos unir com a Virgem Maria em seu cântico de esperança: “Queridos irmãos e irmãs, unamo-nos, com todo o coração, a este cântico de paciência e de vitória, de luta e de alegria, que une a Igreja triunfante com aquela peregrina”. Nos unamos a Nossa Senhora através da oração, como nos convidou o Santo Padre, especialmente através da recitação do Rosário. Caminhemos com alegria unidos a Santíssima Virgem, na esperança de que um dia estaremos ressuscitados com Cristo no Reino dos Céus.
 Fonte: Blog Todo de Maria

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Como chegar a Maria Santíssima?


Maria o mereceu, e alcançou graça diante de Deus, pela força de suas orações e pela sublimidade de suas virtudes. (TVD – ART. I 16).

São Luís Maria de Grignion de Montfor, no artigo acima, nos revela que Maria Santíssima, Aquela menina de Nazaré, era uma mulher de oração, e sendo uma mulher de oração pôde por em prática em seus atos a sublimidade de Suas virtudes. Por este motivo, Nossa Mãe vem nos mostrar diariamente que o único meio de nos aproximarmos D’Ela e chegarmos ao Senhor é a oração. Digamos que necessitamos da oração, para nos aproximar de Maria Santíssima e chegar a Jesus, assim como um carro necessita de combustível por meio de nós, para chegar a algum lugar desejado. Dessa forma, o nosso combustível por meio de Maria Santíssima, para chegarmos a Jesus é a oração.

Então, a Virgem Santa, a Bendita entre todas as mulheres, foi a Escolhida, para por meio D’Ela chegarmos ao Senhor, por este motivo, São Luís Montfort, tendo um conhecimento profundo, nos revela a verdadeira devoção, e nos convida a nos consagrarmos a Jesus por meio de Maria Santíssima, o qual nos apresenta-A em seu Tratado da Verdadeira Devoção a Ela.  

"Deus Filho desceu ao seu seio virginal, qual novo Adão no paraíso terrestre, para aí ter suas complacências e operar em segredo maravilhas de graça. Deus, feito homem, encontrou sua liberdade em se ver aprisionado no seio da Virgem Mãe; patenteou a sua força em se deixar levar por esta Virgem santa; achou sua glória e a de seu Pai, escondendo seus esplendores a todas as criaturas deste mundo, para revelá-las somente a Maria; glorificou sua independência e majestade, dependendo desta Virgem amável, em sua conceição, em seu nascimento, em sua apresentação no templo, em seus trinta anos de vida oculta, até à morte, a que ela devia assistir, para fazerem ambos um mesmo sacrifício e para que ele fosse imolado ao Pai eterno com o consentimento de sua Mãe, como outrora Isaac, como o consentimento de Abraão à vontade de Deus. Foi Ela quem o amamentou, nutriu, sustentou, criou e sacrificou por nós.

Ó admirável e incompreensível dependência de um Deus, de que nos foi dado conhecer o preço e a glória infinita, pois o Espírito Santo não a pôde passar em silêncio no Evangelho, como incógnitas nos ficaram quase todas as coisas maravilhosas que fez a Sabedoria encarnada durante sua vida oculta. Jesus Cristo deu mais glória a Deus, submetendo-se a Maria durante trinta anos, do que se tivesse convertido toda a terra pela realização dos mais estupendos milagres. Oh! quão altamente glorificamos a Deus, quando, para lhe agradar, nos submetemos a Maria, a exemplo de Jesus Cristo, nosso único modelo. (TVD - ART.18)


Se examinarmos atentamente o resto da vida de Jesus, veremos que foi por Maria que ele quis começar seus milagres. Pela palavra de Maria ele santificou São João no seio de Santa Isabel; assim que as palavras brotaram dos lábios de Maria, João ficou santificado, e foi este seu primeiro e maior milagre de graça. Foi ao humilde pedido de Maria, que ele, nas núpcias de Caná, mudou água em vinho, sendo este seu primeiro milagre sobre a natureza. Ele começou e continuou seus milagres por Maria, e por Maria os continuará até ao fim dos séculos". (TVD – ART.19)

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Por que Jesus chamava Maria de mulher?


Jesus Cristo chamava sua Mãe de mulher. Na Palavra de Deus, nos deparamos algumas vezes com Jesus Cristo se dirigindo a Virgem Maria chamando-a de “mulher”. Ficamos curiosos, intrigados e por vezes sem saber o que dizer sobre o tratamento de Filho de Deus para com a Santíssima Virgem. Pelo conhecimento e pela experiência que temos a respeito de nosso Mestre e Senhor Jesus Cristo, sabemos que existem razões para a aparente dureza com que Ele trata a sua Mãe. Dessas razões, destacaremos duas que nos ensinam os santos, que nos ajudarão a compreender o tratamento de Jesus para com Maria.

A geração de Jesus no ventre de Maria tem algo de muito particular. “Por um privilégio único, ele nascera somente do Pai, sem ter uma mãe. E nascera de uma mãe humana, sem ter pai. Deus sem Mãe, e homem sem pai. Sem mãe, desde todos os tempos. Sem pai, no fim dos tempos” (AGOSTINHO DE HIPONA, A Virgem Maria: cem textos marianos com comentários, p. 142). Maria é a Mãe da carne de Jesus, de sua humanidade, Mãe da fraqueza humana que Ele assumiu por nossa causa. Todavia, o milagre que o Filho realizaria seria graças à Sua divindade (cf. Jo 2, 1-12).

Na cena das bodas de Caná, “sua mãe reclamava um milagre, mas ele parece desconhecer as entranhas humanas, no momento em que vai operar a obra divina. […] Deu, pois, essa resposta a fim de ser distinguido na fé dos crentes: aquele que veio e aquela por meio da qual ele veio” (Idem, p. 143). Jesus Cristo, Deus e Senhor do Céu e da Terra, veio ao mundo por meio de uma mulher. Como Deus e Senhor, Jesus é “Senhor de Maria, o criador de Maria” (Idem, p. 143). Mas, enquanto homem, nascido sob a Lei (cf. Gl 4, 4), Ele é Filho de Maria. Jesus é Filho de Maria segundo a humanidade e Senhor de Maria segundo a divindade. Por ocasião das bodas de Caná, “Jesus queria chamar a atenção sobre a sua divindade, em força da qual estava a operar o milagre”(Idem, p. 144).

A dura pedagogia de Jesus com sua Mãe na Sua infância, na Sua vida pública, e na Paixão do Senhor, provém da sabedoria divina, que não é compreendida por todos os homens (cf. Mt 11, 25). “Maria é a obra-prima por excelência do Altíssimo, cujo conhecimento e domínio ele reservou para si. Maria é a Mãe admirável do Filho, a quem aprouve humilhá-la e ocultá-la durante a vida para lhe favorecer a humildade, tratando-a de “Mulher” (Jo 2, 4; 19, 26), como a uma estrangeira, conquanto em seu Coração a estimasse e amasse mais que todos os anjos e homens” ( TVD 5).

A Santíssima Virgem Maria é o paraíso terrestre do Novo Adão, no qual este Se encarnou por obra do Espírito Santo, para aí operar maravilhas incompreensíveis. Nossa Senhora é o grande, o divino mundo de Deus, onde há belezas e tesouros inefáveis. Maria é a magnificência de Deus, em quem ele escondeu o seu Filho único, e nele tudo que há de mais excelente e mais precioso. “Oh! que grandes coisas e escondidas Deus todo-poderoso realizou nesta criatura admirável, di-lo ela mesma, como obrigada, apesar de sua humildade profunda: Fecit mihi magna qui potens est (Lc 1, 49). O mundo desconhece essas coisas porque é inapto e indigno” (TVD 6).


Assim, Santo Agostinho e São Luís Maria Grignion de Montfort nos ajudam a compreender porque Jesus por vezes parece ser duro e desprezar sua Mãe. Agostinho nos ajuda a entender que longe de ser mal educado com a Virgem Maria, o Mestre queria chamar a nossa atenção para o fato de que Ele é Deus e pode realizar o impossível, ainda que não seja o tempo. Por sua vez, São Luís Maria nos ensina que tratando sua Mãe por “mulher”, Jesus favorecia a humildade de Nossa Senhora. Como verdadeiro pai espiritual, Jesus Cristo ensinou e continua a nos ensinar que Ele é Deus e que favoreceu a humildade da Virgem Maria em vista da sua maternidade espiritual sobre os filhos de Deus.

Fonte: Blog Todo de Maria

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Ser pequeno: Plenitude Insondavel


“Os santos disseram coisas admiráveis D'Esta cidade Santa de Deus; e nunca foram tão eloqüentes nem mais felizes, – eles o confessam – que ao tomá-La como tema de suas palavras e de seus escritos. E, depois, proclamam que é impossível perceber a altura dos seus méritos, que Ela elevou até ao trono da Divindade; que a largura de sua caridade, mais extensa que a terra, não se pode medir; que está além de toda compreensão a grandeza do poder que Ela exerce sobre o próprio Deus; e, enfim, que a profundeza de sua humildade e de todas as suas virtudes e graças são um abismo impossível de sondar. Ó altura incompreensível! Ó largura inefável! Ó grandeza incomensurável”! Ó insondável! (TVD - Art. 07)

Ò graça insondável é ter Maria Santíssima como Mãe, os santos, nos ensinam, pois tiveram essa experiência e muitos deles nos deixaram seus legados, como São Luis Maria Grignion de Montfort em seus escritos, Maria Santíssima, foi tema, por excelência, de suas palavras, entre eles,  o Tratado da Verdadeira Devoção a Maria Santíssima. Ao experimentarem na vivência de seus seres, a devoção a Nossa Senhora, os santos, proclamaram que Maria Santíssima é a “grandeza incomensurável, sendo impossível de sondar a profundeza de sua humildade e de todas as suas virtudes e graças...”

Nenhum ser humano é digno de merecer, nem ter a Mãe de Deus em seu meio, porém, Ela com Sua humildade profunda, vem mostrar que "o maior é aquele que se faz menor de todos". O Mestre apresenta aos seus discípulos a lógica do Reino de Deus, que é inversa à logica deste mundo. Estes discutiam entre si para saber qual deles seria o maior (cf. Lc 9, 46). Vendo isso, Jesus pega uma criança, coloca-a junto de si e diz aos discípulos: “quem receber esta criança em meu nome, estará recebendo a mim. E quem me receber, estará recebendo aquele que me enviou” (Lc 9, 48a). Depois de ter dito isso, Jesus apresenta a lógica do Reino dos Céus, que os discípulos ainda não tinham compreendido: “aquele que entre todos vós for o menor, esse é o maior” (Lc 9, 48b).

Nossa Senhor, convida você a vir ter essa experiência de amor, um amor que liberta o ser, e se faz ser quem é, criatura amada, gerada pelo Deus Divino, onde se encerra toda a plenitude do Ser: em Maria Santíssima, por meio da Escravidão de Amor.  

Andréa Lustosa - Missionária e Formadora na Magnificat

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Ao Encontro do Amor


"Com esta Devoção damos a Jesus Cristo tudo o que lhe podemos dar, e da maneira mais perfeita, porque o fazemos pelas mãos mesmas de Maria"(pg. 94 TVD).

ORAÇÃO:

Vinde Maria Santíssima em nosso meio permanecer, sim porque creio que estais em mim, assim como está em nosso Senhor Jesus Cristo. Não podemos separar uma mãe de seu próprio filho, nem seu filho de sua própria mãe, no sentido que ela será sempre sua mãe, que o concebeu em seu frente, e ele sempre será o seu filho, o qual foi concebido desde suas entranhas. Assim, também, não se pode separar a Virgem Santíssima de Seu Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, nem o Seu Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo de Sua Mãe: Maria Santíssima. Portanto, a Santíssima Trindade, o Pai, o Filho e o Espírito Santo,  que se faz em uma só Pessoa, se faz em Maria Santíssima. Deus A Escolheu para ser a Mãe de Seu Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, e o Espírito Santo veio dar-nos o batismo, sacramento que nos damos a Jesus Cristo pelas mãos de Maria Santíssima. Tal poder a Mãe tem, porque assim Deus quis, então, Maria Santíssima, Tu que me levas ao Encontro do Amor, me faz ser um(ª) servo (ª) a unir por Este "meio perfeito, que És Tu, ó Mãe querida, ao qual, Nosso Senhor Jesus Cristo escolheu para se unir a nós e nos unir a Ele; a Nosso Senhor Jesus Cristo, como ao nosso fim último, a quem devemos tudo o que somos, como a nosso Redentor e nosso Deus" (TVD , art. 125). Amém! 

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Maria, consagrada na juventude


A Virgem Maria consagrou-se desde a sua juventude para ser Mãe espiritual de todos os filhos da Igreja.

A Virgem Maria consagrou-se desde a sua juventude para ser Mãe da Igreja.A Santíssima Virgem Maria, Mãe da Igreja, ainda em sua juventude, consagrou-se inteiramente à pessoa e à obra de seu Filho Jesus Cristo, fazendo-se “serva do Senhor” (cf. Lc 1, 38b). Para associar-se plenamente ao desígnio de salvação da humanidade, Nossa Senhora foi formada através de vários acontecimentos: da dura viagem para visitar Isabel (cf. Lc 1, 39-45), do parto e no nascimento de seu Filho num presépio (cf. Lc 2, 7), da profecia de Simeão (cf. Lc 2, 34-35), das duras palavras do Menino aos doze anos (cf. Lc 2, 41-52). Além dessas narrativas bíblicas, muitas outras colaboraram para a formação da Santíssima Virgem para a sua missão na Igreja.

A cena em que Jesus não recebe a sua Mãe que está à porta e o visita (cf. Mc 3, 31-35) é de uma dureza quase insuportável. O Mestre diz assim a aqueles que anunciavam Maria: “Eis minha mãe e meus irmãos! Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe” (Mc 3, 34b-35). “Podemos acompanhar Maria em seu espírito no seu caminho de regresso à casa e imaginar o seu estado de espírito: a espada revolve-se na sua alma, ela sente-se por assim dizer roubada do seu bem mais próprio, esvaziada do sentido de sua vida; a sua fé, que de início foi confirmada por tantos sinais sensíveis, é remetida para uma noite escura”(Joseph Ratzinger, Maria, a primeira Igreja, p. 107).

O Filho, que não faz chegar a Mãe qualquer notícia sobre a Sua atividade, como que lhe escapou mas, no entanto, ela não pode simplesmente deixá-lo ir, tem que o acompanhar na angústia da noite escura da fé. Mais uma vez, anonimamente, Maria é repelida por Jesus ao plano comum dos crentes, quando uma mulher do povo louva os seios que O amamentaram (cf. Lc 11, 27). Aquela mulher começava já o profetizado louvor de todas as gerações (cf. Lc 1, 48b), mas Jesus desvia o louvor: “Felizes, sobretudo, são os que ouvem a Palavra de Deus e a põem em prática” (Lc 11, 28). A dureza com a qual era tratada a Virgem Mãe por seu Filho Jesus foi necessária para o amadurecimento da fé de Maria em vista da sua missão enquanto Mãe de Jesus Cristo e Mãe da Igreja.

A dura pedagogia de Jesus com sua Mãe na Sua infância, na Sua vida pública e no mistério da Paixão do Senhor, provém da sabedoria divina, que não é compreendida por todos os homens (cf. Mt 11, 25). São Luís Maria Grignion de Montfort, no livro “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem”, afirma que: “Maria é a obra-prima por excelência do Altíssimo, cujo conhecimento e domínio ele reservou para si. Maria é a Mãe admirável do Filho, a quem aprouve humilhá-la e ocultá-la durante a vida para lhe favorecer a humildade, tratando-a de mulher – mulher (Jo 2, 4; 19, 26), como a uma estrangeira, conquanto em seu Coração a estimasse e amasse mais que todos os anjos e homens” (TVD 5).

A Santíssima Virgem Maria é o paraíso terrestre de Jesus Cristo, Novo Adão, no qual este Se encarnou por obra do Espírito Santo, para aí operar maravilhas incompreensíveis. Nossa Senhora é o grande, o divino mundo de Deus, onde há belezas e tesouros inefáveis. Maria é a magnificência de Deus, em quem Ele escondeu o seu Filho único, e Nele tudo que há de mais excelente e mais precioso. “Oh! que grandes coisas e escondidas Deus todo-poderoso realizou nesta criatura admirável, di-lo ela mesma, como obrigada, apesar de sua humildade profunda: (o Poderoso fez para mim coisas grandiosas) Fecit mihi magna qui potens est (Lc 1, 49). O mundo desconhece essas coisas porque é inapto e indigno” (TVD 6).


Assim, a jovem Virgem Maria foi formada, desde a Anunciação até a Cruz, Ressurreição e Ascensão de seu Filho Jesus Cristo, para a maturidade espiritual, a ponto de poder ser chamada por Jesus de “Mulher” (Jo 2, 4; 19, 26). Nossa Senhora foi formada pelos sofrimento e dificuldades, mas também pelo seu Filho, para a maternidade espiritual dos filhos de Deus. “Jesus é o filho único de Maria. Mas a maternidade espiritual de Maria estende-se a todos os homens que Ele veio salvar: Ela deu à luz um Filho que Deus estabeleceu como ‘primogênito de muitos irmãos’ (Rm 8, 29), isto é, dos fiéis para cuja geração e educação Ela coopera com amor de mãe” (Catecismo da Igreja Católica, 501).

Fonte: Blog Todo de Maria 

domingo, 4 de agosto de 2013

Conhecendo melhor a Mãe de Deus




1. Como descobrimos quem é Maria Santíssima?

Como sabemos quem é uma pessoa, quando ouvimos falar dela, quando lemos algo sobre ela e ou quando nos aproximamos dela,não é mesmo? A princípio o livro da vida, a Bíblia nos revela a história de nossa Salvação, sobretudo nos fala também sobre Maria Santíssima e quem Ela é. A nossa Corredentora, através do seu sim permitiu que tivéssemos a Salvação, no entanto tivemos o conhecimento do Senhor por meio D’Ela. Então, sabemos quem é Maria Santíssima por meio da Palavra da Vida e ou de alguém que nos fala sobre Ela.

2. Como conhecer Maria Santíssima?

O amor uni as pessoas, quando ouvimos, quando lemos, quando nos aproximamos de alguém que atrai a nossa atenção, procuramos conhecê-la.E como conhecemos alguém? Quando nos aproximamos dela e utilizamos os instrumentos que nos leva a conhecê-la, por exemplo: a comunicação. A partir da comunicação começamos uma amizade com alguém. Com Maria Santíssima não é diferente, é necessário nos aproximar Dela para conhecê-La, é necessário nos comunicar com Ela.

3. Como ser amigo(ª) de Maria Santíssima?

A partir do momento que iniciamos uma amizade, é porque decidimos ser amigo de alguém, o relacionamento se tornará saudável quando fazemos nosso amigo (ª) feliz, não é? E também nos sentiremos felizes. Então, para que haja uma amizade saudável é necessário fazer tudo em prol do bem da pessoa amiga, e nada melhor que após conhecê-la dispormos daquilo que nosso amigo gosta e se senti bem, com respeito mutuo assim a amizade e a intimidade, ou seja, o vinculo criado nos laços de amizade aumentará.

Portanto, o que Maria Santíssima gosta, o que a deixa feliz, contudo que nos faz feliz. Citaremos alguns atos de amor que são meios que podemos utilizar para nos comunicar com Ela :

O primeiro ato de amor que deixa a Mãe de Deus feliz, é reconhecer Deus como Nosso Senhor;

O segundo ato de amor é reconhece que Ela é o meio que nos leva a Nosso Senhor, não por Ela, mas porque o próprio Deus quis.

O terceiro ato de amor é utilizar as práticas (Externas e Internas) que nos aproxima cada vez mais ao conhecimento do amor maternal da Virgem Maria, que nos leva ao Senhor, pois Deus a escolheu como Mãe, que concebeu, gerou e formou Jesus Cristo.

Práticas externas: a Santa Missa, a Sagrada Escrita, a Consagração de si a Jesus Cristo por meio de nossa Senhora, a oração do Rosário e ou terço, a adoração, celebrar as datas festivas (Páscoa, Natal, Marianas, dias dos Santos, etc) que a Igreja nos convida.

Práticas internas: Decidi diariamente ter Jesus por meio de Maria Santíssima, ou seja, realizar todas as ações por Meio D’Ela deixar-se ser inteiramente plasmado (ª) pela Santíssima Virgem Maria, ser Todo Dela “Totus Tuus”. Totus Tuus, foi o lema do pontificado do saudoso Papa João Paulo II. Ele usou estas palavras como lema por causa da sua particular devoção e consagração a Virgem Maria. Porém, a expressão “totus tuus” tem sua origem nos escritos São Luís Maria Grignion de Montfort e significa a consagração total a Virgem Maria (Fonte: Blog Escravidão de Amor). Sair de si, ou seja, desapegar do que era velho e apegar, depender totalmente D’Ela que nos leva ao Novo: O Senhor; suas vontades e desejos não serão mais seus, somente Nossa Senhora com seu amor maternal, o moldará do homem velho para novo homem, pois Ela é o “molde vivo de Deus” (Santo Agostinho). Por exemplo: vícios, apegos de pessoas e ou objetos, sensualidade, orgulho, todo o que há de mal em nós, será posto na forma de Nossa Senhora e Ela ornamentará com sua docilidade, Seu perfume de Mãe na forma divina. Santo Anselmo diz que “Maria Santíssima goza de tanto poder perto de Deus, que Ela faz o que quer”.


4. Como fazer a vontade de Maria Santíssima, contudo a Vontade do Senhor?

Então descobrimos, conhecemos e passamos ser amigos de Maria Santíssima. Na experiência e vivencia da Espiritualidade Mariana a nossa vontade, “morre”, deixa de existir, a vontade da carne não prevalecerá, só assim podemos ser instrumentos vivos, de Maria Santíssima, portanto de Nosso Senhor Jesus Cristo. A graça que Deus permitiu quando escolheu Nossa Senhora por Sua Mãe, inunda nosso ser, o senhor a escolheu e nós somos predestinados, sobretudo, escolhidos por Deus para viver com Eles a plenitude da Vida Eterna. Portanto, é a vontade do Senhor que se faz em nós quando dizemos e permitimos, assim como Maria Santíssima disse: Eis aqui a Escrava do senhor: Faça-se em mim a Sua Vontade.

Contudo, humanamente falando, conhecemos alguns atos que nos levam a ter, experimentar, portanto, vivenciar de forma extraordinária uma amizade, ou seja, intimidade com a Doce Mãe: Maria Santíssima, contanto com Nosso Senhor Jesus Cristo. Agora, como mencionamos acima, iremos conhecer teologicamente “traços” da Espiritualidade Mariana, desde o sim de Maria Santíssima, presente no Ângelus, a verdadeira devoção à Maria Santíssima (Escravidão de Amor), ou seja, a consagração de si a Jesus por meio D’Ela, segundo o método de São Luís Maria Grignion de Montfort, e também os dogmas que o Magistério da Igreja define sob a autoridade que recebeu de Cristo.

Traços da Espiritualidade Mariana

1. Ângelus:

(Lc 1, 26-38); CIC – p.136, parágrafo 2, art. 484 – p. 139, art. 494

O Ângelus é uma oração presente no coração da Mãe Igreja, contanto, no Coração de Maria Santíssima. Foi por meio do Ângelus, que descobrimos o Amor, e hoje, temos a oportunidade de conhecer e fazer a Vontade do Senhor em nossas vidas. Portanto, foi por meio do Ângelus, que o Anjo do Senhor: São Gabriel anunciou a Virgem de Nazaré, “pobre serva”, e Ela deu seu SIM, em prol da nossa libertação e salvação. Ao aceitar os desígnios do Senhor, a Virgem de Nazaré, acolheu toda a Obra de Deus, acolheu Sua missão e Vocação: Mãe do Altíssimo. Por meio do Seu sim, Maria Santíssima não só disse sim ao Projeto de Deus, como também disse, e diz a cada um de nós, até nos dias de hoje, si dispondo do Seu Regaço Acolhedor. Seu exemplo de Amor é o testemunho vivo que todo cristão deve “abraçar”, ou seja, aceitar, Imitando-A com o sim de cada dia, através por seus filhos, servos, contudo Escravos de Amor.

"O Anjo do Senhor Anunciou a Maria e Ela concebeu do Espírito Santo"

Podemos perceber que de forma transcendente, Deus enviou Seu Anjo a Escolhida, das escolhidas, Maria Santíssima. No Velho Testamento temos vários nomes que são prefigurações desta Doce Mulher, como por exemplo, algumas delas são: Judith, Ruth, Ester, ou seja, mulheres que testemunharam o Amor Materno D’Ela que viria a existir, contudo no Novo Testamento: A Mãe de Deus. Nos tempos de hoje, nós somos “figura” de Maria Santíssima, Ela já existi e esta no meio de nós através do Espirito Santo. Portanto, o Anjo de Maria Santíssima, vem nos anunciar a cada dia, e ao dissermos sim como Ela, podemos afirmar que o nosso sim, não nos pertence, pertence à Maria Santíssima, tudo é D’ela, Totus Tuus (Todo Teu, lema do pontificado do saudoso Beato João Paulo II).

"Eis Aqui a Escrava do Senhor: Faça-se  em Mim segundo a Sua Vontade"

Portanto, como o Senhor esperou da Virgem de Nazaré, o sim, porém, A deu livre arbítrio para tomada de decisão. Ela espera por nós, pelo nosso sim, contudo nós dá também a liberdade de escolha, somos livres para escolher entre o que é Bom ou Mal(...)

Maria Santíssima decidiu dizer, sim, porque Ela escolheu a Melhor parte: O Senhor (Lc 10, 38-42)! A Virgem de Nazaré se dispôs de toda a Sua vontade própria, deixando todos seus projetos, Ela não só desejou, mas também quis fazer a Vontade do Senhor. É por meio do exemplo da Mãe de Deus que temos a Salvação, por isso, foi por meio D’Ela que o Senhor quis nascer, quis vir ao mundo e é por meio D’Ela que, com nosso sim, nascemos em novas criaturas, para testemunharmos o Amor Materno, sobretudo Paterno, que deve atrair muitos outros filhos de Deus à obra da Salvação dos povos, contudo da nossa salvação. Portanto, o nosso sim a Maria Santíssima, é o sim ao Senhor, deixando o que é velho, deixando a nossa vontade própria e projetos para acolher a Vontade e Projetos do Senhor em nossas vidas. “A Santíssima Virgem é o meio de que Nosso Senhor se serviu para vir a nós; e é o meio de que nos devemos servir para ir a ele.” (Santo Agostinho)

"E o Verbo Divino se fez carne e habitou entre nós"

Quem foi o primeiro sacrário a receber o Senhor? Maria Santíssima. Maria Santíssima nos recorda que o Verbo encarnado em Seu seio, é o mesmo Pão da Vida oferecido como alimento para os fiéis (Eis aí Tua Mãe –Stefano de Fiores, p. 88). Jesus se encontra em cada Sacrário, esperando por cada um de nós. Nosso ser, também é templo do Espírito Santo, assim como Maria Santíssima foi e o É do Senhor, entre todas as gerações. “(...) me proclamarão Bem Aventurada entre todas as gerações (...)” Lc 1, 48c. Ela, merecedora, embora em sua Santa Humildade, se fez pequena, uma “pobre serva” Lc 1, 48a “(...) porque olhou para a pequenez de Sua serva(...)” concebida sem pecado, essencial diferença por ter sido a Escolhida; nós não merecedores, pecadores, porém, escolhidos, predestinados servos do Senhor, por Amor, para a remissão dos nossos pecados e glorificação de nossa alma na plenitude Eterna.

2. A Verdadeira Devoção à Maria Santíssima

Dentre os santos que praticaram a santa escravidão (consagração à Jesus por Maria Santíssima),aparece em primeiro lugar o santo que organizou o método mais eficaz sobre esta consagração: São Luís Maria Grignion de Montfort. Ele deixou para todos nós seu legado o qual explica sobre a Verdadeira Devoção á Maria Santíssima, conhecida também como “Escravidão de Amor”


A diferença entre um servo e um escravo é total:

- Um servo não dá a seu patrão tudo o que é, tudo o que possui ou pode adquirir por outrem ou por si mesmo; mas um escravo se dá integralmente a seu senhor, com tudo o que possui ou possa adquirir, sem nenhuma exceção.

- O servo exige salário pelos serviços que presta a seu patrão; o escravo, porém, nada pode exigir, seja qual for a assiduidade, a habilidade, a força que empregue no trabalho.

- O servo pode deixar o patrão quando quiser, ou ao menos quando expirar o tempo de serviço, mas o escravo não tem esse direito.

- O patrão não tem sobre o servo direito algum de vida e de morte, de modo que, se o matasse como mata um se seus animais de carga, cometeria um homicídio; mas, pelas leis, o senhor tem sobre o escravo o poder de vida e morte26; de modo que pode vendê-lo a quem o quiser ou matá-lo, como, sem comparação, o faria a seu cavalo.

- O servo, enfim, só por algum tempo fica a serviço de um patrão, enquanto o escravo o é para sempre.

Só a escravidão, entre os homens, põe uma pessoa na posse e dependência completa de outra. Nada há, do mesmo modo, que mais absolutamente nos faça pertencer a Jesus Cristo e a sua Mãe Santíssima do que a escravidão voluntária, conforme o exemplo do próprio Jesus Cristo, que, por nosso amor, tomou a forma de escravo: “Formam servi accipiens” (Filip 2, 7), e da Santíssima Virgem, que se declarou a escrava do Senhor (Lc 1, 38). São Luís Maria Grignion de Montfort, TVD artigos: 71 e 72, p.60-61.

Portanto, ser escravo de amor de Maria Santíssima é pertencer e ser totalmente dependente D’Ela, fazer tudo por, com, em e para Ela. Porém, por se tratar de uma escravidão de amor, seremos presos por amor, devemos ser, de forma voluntária. O amor nos faz livres e nos liberta da escravidão do pecado. A consequência de sermos escravo de amor se dará em nos sentirmos amados (ª), protegidos (ª), ensinados (ª) enfim, formados (ª) por Tão Boa Mãe que nos levará a Salvação. Ao decidirmos pela Consagração à Santíssima Virgem Maria, devemos, contudo, estarmos convictos na fé que Este é o Melhor Caminho a Seguir, contudo, não há outro caminho, assim Deus quis vir por meio de uma simples mulher: Maria Santíssima. Nós, obra de criação da divindade devemos retornar a Este primeiro amor por meio D’Ela Anunciada pelo Anjo do Senhor à obra da Salvação.

3.Como fazer esta consagração? 

Para fazer esta consagração é necessário primeiro conhecê-la; lendo e estudando o Tratado da Verdadeira Devoção a Santíssima Virgem, escrito por São Luís de Montfort. Assim, após se ter consciência do que é esta Consagração e de como deve vivê-la pode se marcar uma data e fazer os exercícios preparatórios que durarão 33 dias (em alusão aos anos que NSJC passou na terra).

Durante esta preparação, faz-se uma confissão geral e no dia escolhido (de preferência uma festa Mariana) participasse do Santo Sacrifício da Missa e se recebe Jesus no Santíssimo Sacramento. Depois da Ação de Graças (e como Ação de Graças) se recita a fórmula da Consagração que deve estar previamente copiada (de preferência de próprio punho) e se assina. Quando o sacerdote tem conhecimento da consagração e apoia, pode-se pedir que ele assine a folha como diretor espiritual e abençoe as correntes (se forem ser utilizadas).

4. Dogmas Marianos (Totus Tuus - Manual de Consagração a Jesus por Maria Santíssima - Método de São Luís Maria Grignion de Montfort). 

Os dogmas marianos são verdades de fé sobre Nossa Senhora. O fundamento de toda a verdade é a própria Sagrada Escritura, que contém as verdades fundamentais da fé e de onde se podem deduzir os dogmas e verdades que a Igreja foi acreditando ao longo dos séculos. Os fiéis acreditamos nas verdades de fé e o Magistério da Igreja declara o que já está na fé do povo. São verdades que são vivas, em primeiro lugar, na fé e na crença do povo cristão. Não é uma invenção da Igreja, mas a explicitação daquilo em que o povo já crê.

A Igreja possui uma série de verdades de fé, conhecidas como dogmas, em que os católicos devem crer. No total, são 44 dogmas subdivididos em 8 categorias diferentes - sobre Deus; sobre Jesus Cristo; sobre a criação do mundo; sobre o ser humano; sobre o Papa e a Igreja; sobre os sacramentos; sobre as últimas coisas; sobre Maria, o qual, Este último, iremos explicar adiante.


Os dogmas marianos são quatro:

1. Maria, Mãe de Deus (Maternidade Divina)
Maria é verdadeiramente Mãe do Deus encarnado, Jesus Cristo. Já nos primeiros três séculos, os Padres da Igreja utilizaram as definições Mater Dei (em latim) ou Theotókos (em grego), que significam Mãe de Deus, tais como Inácio (107), Orígenes (254), Atanásio (330) e João Crisóstomo (400). Essa doutrina foi definida dogmaticamente pelo Terceiro Concílio Ecumênico, realizado em Éfeso, em 431. “Com efeito, Deus trata Maria como pessoa livre e responsável, e não realiza a Encarnação de seu Filho senão depois de ter obtido o seu consentimento” (A Virgem Maria - Catequeses do Papa João Paulo II, sobre Nossa Senhora - p. 95).

O Dogma da Maternidade Divina teve como base as seguintes escrituras: Is 7, 14; Gl 4,4; Lc 1, 35; Lc 1, 43; Rm 9,5. – CIC, p.140, art. 495.
"Jesus é plenamente homem e plenamente Deus. Maria foi Mãe deste Deus feito homem, que é Jesus; assim, Maria é Mãe de Deus. É uma realidade que dá fundamento a todas as outras. É uma verdade, em primeiro lugar, sobre Cristo, pois é preciso afirmar que Jesus é verdadeiramente Deus para que possamos falar que Maria é Mãe de Deus” (Pe. Alexandre Awi de Mello. Doutorando em Mariologia pela Universidade Católica de Dayton (EUA) e membro do Instituto Secular dos Padres de Schoenstatt)

2. Perpétua Virgindade de Maria

Ensina que Maria é virgem antes, durante e depois do parto. É o dogma mariano mais antigo das Igrejas Católica e Oriental Ortodoxa, afirmando a "real e perpétua virgindade mesmo no ato de dar à luz o Filho de Deus feito homem" (Catecismo da Igreja Católica, 499). Essa doutrina foi definida dogmaticamente pelo Concílio de Trento, em 1555, embora já fosse um dogma no cristianismo primitivo, como indicam escritos de São Justino Mártir e Orígenes.
“ (...) É preciso pedir incessantemente a Deus, por intercessão de Maria, um novo florescimento de vocações religiosas”. (A Virgem Maria - Catequeses do Papa João Paulo II, sobre Nossa Senhora - p. 77).

O Dogma da Virgindade perpétua teve como base as seguintes escrituras: Is 7, 14; Lc 1, 26-27; Lc 1, 34; Mt 1, 18; Ez 44, 2; Mq 5, 2-3; Mt 1, 22-23;  Lc 21, 7. – CIC, P. 141, art. 499.

"É uma crença que já está na sagrada Escritura e defende que Maria concebeu Jesus virginalmente, deu à luz virginalmente e assim permaneceu até o final da vida" (Pe.Alexandre Mello) 

“Os que negavam a virgindade de Maria após o parto, baseavam-se nas passagens dos irmãos de Jesus. Por exemplo: “Não é ele o carpinteiro, o filho de Maria, o irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? Não vivem aqui entre nós também suas irmãs? E ficaram perplexos a seu respeito.” (Mc 6,3) No hebraico ou aramaico, não existia uma palavra para exprimir primo. Assim a palavra irmão era utilizada para exprimir parentesco.
Acreditar na virgindade de Maria é acreditar nos privilégios que Deus tinha por sua Mãe. Ela era e é a cheia de graça, cheia das benções de Deus, que pode tudo”. (Totus Tuus - Manual de Consagração a Jesus por Maria Santíssima – Método de São Luís Maria Grignion de Montfort – Mara Lúcia Figueira Vieira de Carvalho e César Augusto Saraiva de Carvlaho, p.39).

 3. Imaculada Conceição de Maria

Defende que a concepção de Maria foi realizada sem qualquer mancha de pecado original, no ventre da sua mãe. Dessa forma, ela foi preservada por Deus do pecado desde o primeiro momento da sua existência, como apontam as palavras do Anjo Gabriel - "sempre cheia de graça divina" - kecaritwmenh, em grego. Essa doutrina foi definida dogmaticamente pelo Papa Pio IX na Constituição Ineffabilis Deus, em 8 de dezembro de 1854.

A festa da Imaculada Conceição de Maria é celebrada em 8 de Dezembro, definida inicialmente em 1476 pelo Papa Sixto IV. Também neste caso, muitos escritos dos Padres da Igreja já defendiam a Imaculada Conceição de Maria, pois era adequado que a Mãe do Cristo estivesse completamente livre do pecado para gerar o Filho de Deus.

O Dogma da Imaculada Conceição teve como base as seguintes escrituras: Gn 3, 15; Lc 1, 28 e Lc 1, 42. – CIC, p. 138, art.  490.


4. Assunção de Maria

Indica que a Virgem Maria, ao fim de sua vida terrena, foi elevada em corpo e alma à glória dos céus. Essa doutrina foi definida dogmaticamente pelo Papa Pio XII na Constituição Munificentissimus Deus, em 1º de novembro de 1950.

"Depois de elevar a Deus muitas e reiteradas preces e de invocar a luz do Espírito da Verdade, para glória de Deus onipotente, que outorgou à Virgem Maria sua peculiar benevolência; para honra do seu Filho, Rei imortal dos séculos e vencedor do pecado e da morte; para aumentar a glória da mesma augusta Mãe e para gozo e alegria de toda a Igreja, com a autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados apóstolos Pedro e Paulo e com a nossa, pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que a Imaculada Mãe de Deus e sempre Virgem Maria, terminado o curso da sua vida terrena, foi assunta em corpo e alma à glória do céu", indica o Papa.

"É uma verdade em que a Igreja acredita desde os séculos 5 e 6, quando já havia uma celebração da então chamada Dormição de Maria", (Pe.Alexandre).

O Concílio Vaticano II, recordando a Assunção, argumentava que se Maria havia sido preservada de toda a mancha do pecado original, não poderia permanecer como todos os outros homens no estado de morte até o fim do mundo.

Acreditar na Assunção de Maria implica em saber que este acontecimento foi decorrente da ressurreição de Jesus. Devemos ainda acreditar na promessa da ressurreição de Jesus. Devemos ainda acreditar na promessa da ressurreição para todos os povos, pois temos Maria Santíssima como exemplo.

Todo título glorioso em Maria, todo privilégio recebido por Maria, tudo lhe foi dado em vista de sua alta missão de Mãe de Deus Filho, Mãe da Igreja, Mãe e Advogada nossa, junto a Deus (Totus Tuss, p. 43).

Contudo, a descoberta, o conhecimento, a intimidade com Maria Santíssima, a oração, a importância da Liturgia Mariana, enfim, a espiritualidade D’Esta Augusta Senhora, como menciona nosso saudoso Beato João Paulo II:

“Exerce, por fim, a sua maternidade para com a comunidade dos crentes, não só orando a fim de obter para a Igreja os dons do Espírito Santo, necessários para a sua formação e o seu futuro, mas educando, além disso, os discípulos do Senhor para constante comunhão com Deus. Ela tornou-se desse modo educadora do povo cristão para a oração, para o encontro com Deus, elementos central e indispensável para que a obra dos Pastores e dos fiéis tenha sempre no senhor o seu início e a sua motivação profunda” ( A Virgem Maria - Catequeses do Papa João Paulo II, sobre Nossa Senhora 11).

É importante salientar que todas práticas de orações que nos levam a intimidade com Maria Santíssima, são importantes, porém a Liturgia Mariana, vai além, por ser celebrada no Santo Mistério, na Santa Missa, onde o Senhor em Seu sacrífico Se dá a nós em Sua paixão, Morte e Ressureição.

Andréa Lustosa - Missionária e Formadora na Magnificat - Missão Católica de Evangelização